Lua de Mel na Itália {Carol e Gustavo}

Eles se casaram aqui na nossa graminha. ♥ E até hoje é um dos casamentos referências. Para relembrar esse casório, é só clicar aqui.
Nas nossas trocas de e-mails durante o processo pré casamento, falamos tanto sobre viagens… rs (E acabamos até fazendo uma viagem juntos para Visconde de Mauá.)
Muito legal eles inaugurarem o primeiro post sobre lua de mel do nosso blog!
Inspirem-se com esse relato e com essas fotos maravilhosas.


 

“Acho que a graça da viagem é o perambular meio sem roteiro mesmo. A gente gosta assim…”

Por Carolina Franco

Viajar é uma paixão comum, que nos une como casal e sempre fez parte da nossa vidinha juntos. Apesar de ainda querer conhecer muitos países, não foi nem um pouco difícil escolher a Itália como destino para a nossa lua-de-mel. Eu tinha algumas coisas em mente:

– queria um país só, não queria ficar pulando de país em país (já não gosto dessa ideia em nenhuma viagem, imagina só na nossa viagem mais especial a dois);

– não queria nenhum lugar só de praia (que muita gente atribui a uma necessidade na lua-de mel, mas não é minha ideia de romantismo e nem de relaxar);

– queria comida boa e vinho do bom! 😉

– queria um lugar que tivesse uma parte para curtir de carro, slow travel pelas estradinhas sem destino certo.

Com essas premissas em mente, rapidamente veio a Itália. Clichê? Sei lá, sinceramente não me preocupei com isso. E foi realmente uma viagem maravilhosa e inesquecível.

Fomos em outubro, outono na Europa. Conscientemente escolhemos um lugar que mesmo nessa época do ano não fosse tão frio.

Fizemos um vôo direto Rio-Roma pela Alitalia, sempre melhor começar com voos diretos, né? Menos risco de atrasar tudo logo de cara. Então, chegamos em Roma e ficamos 6 dias inteiros na cidade. Eu já disse que sou adepta do slow travel e acho maluquice esse negócio de ficar 2 dias em cada cidade, especialmente se for uma cidade grande. Acho que precisa de, no mínimo 5, para sentir um pouco o clima da cidade. E Roma é incrível, mesmo, top 3 cidades do mundo pra mim. A cada passo, um monumento aparece diante de você… sem falar na comida maravilhosa, no vinho delícia e no clima que estava sensacional.

Comemos realmente muito bem (são muitos para indicar, mas um que é inesquecível é a pizza do Dar Poeta e a comida do Da Lucia e fizemos todo o roteiro turista básico (coliseu-forum romano-pantheon-piazzas-etc). E o que foi ótimo também foi que encontramos duas amigas nossas italianas lá, que nos levaram para passear em lugares menos turísticos e restaurantes diferentes… sempre bom estar com locais, né?

Nós alugamos um apê no AirBnb em Trastevere, que acho o melhor lugar pra ficar em Roma. Perto dos atrativos, cheios de restaurantes, a beira do rio super agradável, enfim, ótima localização. 

Super recomendo!

De lá, partimos para Florença de trem que, para mim, é a melhor forma de viajar entre as cidades (ai que inveja dos europeus e do seu serviço de trem que cobre o continente quase inteiro, mas enfim…).

Em Florença ficamos mais 3 dias inteiros e também alugamos um AirBnb. O Apê era ótimo, super bem localizado e a dona ainda deixou uma garrafa de prosecco pra gente quando soube que estávamos de lua-de-mel (fofa!). A cidade é apaixonante, digo que é uma das que eu moraria facilmente. Pequena, sem ser simplória. Cheia de vibração cultural, artística e com paisagens de tirar o fôlego também.

Lá alugamos um Fiat 500 para começar o rolé pelas estradinhas da Toscana. A ideia era ir meio sem roteiro, parando onde tivesse um Agriturismo para nos abrigar. Não sei se todos estão familiarizados com esse esquema, mas é uma rede de B&B super bem organizada nas fazendas do interior da Italia. Eles tem site e você pode consultar os disponíveis, preço, fotos etc. Alguns deles te oferecem jantar com a família. Enfim, um esquema super bom para quem quer conhecer mais de perto as pessoas, arriscar um pouco de italiano (rs!) e comer super, maravilhosamente bem.

O primeiro que paramos (por pura sorte) foi o Agriturismo Santa Maria (tinha visto nas indicações do site que a comida dela era maravilhosa e a cabeça de gordinha entrou em ação e partimos pra lá… rs!). Fica em Monticchiello, perto de Pienza, na região do Val d’Orcia. Gente, sério, que achado! Pequeno (só 3 quartos), portanto intimista e lindo, lindo, lindo! Fomos super bem recebidos pela Maura e pelo marido (só lembro o nome dela, vocês já vão saber porque). Ela nos mostrou a casa, as videiras, contou o que plantavam e o que produziam na fazenda (azeite, presunto, coelho, ovelha, tomate, pêssego, figo, abóbora, açafrão e vinho só para consumo próprio). Disse que naquele dia não teria jantar, pois só estávamos nós dois, mas que na noite seguinte iria cozinhar e que, se quiséssemos, poderíamos participar, pagando algo que se bem me recordo eram 30 euros pelo casal (!). Dormimos com o som do silêncio, acordamos no dia seguinte, tomamos um belo café da manhã e fomos passear pelo Val d’Orcia com as preciosas dicas da Maura. Fomos a Montalcino (lá comemos no Grappolo Blu, sensacional!), Montepulciano e em Pienza. Todas fofas e com ótimas opções de passeios e restaurantes. De noite, voltamos pro Agriturismo e tivemos uma refeição dos deuses preparada pela Maura. Tudo feito por ela, com ingredientes da fazenda. Gente, sério, incrível mesmo! Tudo super simples, mas feito com perfeição. Posso citar o cardápio ou fica muito chato? rsrs… Se quiserem saber de entrada figo com presunto cru e pecorino com mel. De primi piatti um macarrão feito pela própria com tomate e pimenta e de secondi piatti coelho e souflê de abóbora. De sobremesa uma torta de amora e chantily caseiro!

O Agriturismo Santa Maria valeu muito a pena, eu buscaria por esses menores, mais pessoais, que você possa mesmo conversar com as pessoas e conviver um pouco com a família. Em alguns, dependendo da época do ano, você pode ajudar na colheita da uva, na produção etc. Uma experiência única, né?

Lá ficamos dois dias e depois partimos para outro Agriturismo nos arredores de San Gimignano. Esse já não foi tãooo legal, porque era uma vinícola maior, com muitos outros quartos e mais impessoal. Dessa base conhecemos a própria San Gimignano, Volterra, Siena e outras cidadelas do Val d’Elsa. Visitamos também as cidades do Chianti e fizemos um tour em uma vinícola bem pequena e fofa: a Volpaia. Eles produzem vinhos orgânicos e toda a visita foi bem interessante. Nos explicaram todo o processo, degustamos e comemos por lá. Valeu a pena! E ainda trouxemos um dos melhores azeites que já comi na vida, produzido por eles também.

De lá, pegamos o carro e fomos para Cinque terre. Escolhemos não ficar em nenhuma das tão faladas cinco, porque os hotéis eram muito caros. Ficamos, então, em La Spezia, a cidade mais próxima. O trajeto de trem de La Spezia, passando por todas as Terre, até Monterrosso leva aproximadamente 1/2 hora. De lá, fomos voltando parando uma a uma. Bem bonitas, mas o outono não é a melhor época para visitar. Não tá calor a ponto de entrar no mar e o mar estava agitado então não pudemos fazer a viagem de barco entre as cidades que dizem ser a maneira mais bonita (pois você tem uma visão das cidades melhor!). Mas, enfim… também valeu!

Voltamos para Florença, devolvemos o carro e de volta pra Roma para ficar mais uma noite antes de pegar nosso avião de volta pro Brasil.

Passamos muitos momentos nós dois, curtindo aquela felicidade do casamento.

A viagem de carro pela Toscana, sem dúvida, foi imperdível. Muitos momentos gostosinhos a dois, picnic na beira da estrada, vinho com parma e pecorino, uma delícia.

Vontade de viajar ainda mais, especialmente nesse esquema mais slow travel, de se “dedicar” a conhecer bem uma região de um determinado país. Nunca fui de querer viajar para riscar o país e dizer que conheci tendo ficado 1 noite em cada lugar… sempre achei doideira, vazio demais para minha curiosidade sem fim sobre os lugares e as pessoas. Mas essa viagem despertou ainda mais essa vontade. E, desde então, temos tentado permanecer fiel ao nosso estilo de menos é mais! 🙂