Meu pai.

O menino do lado direito e camisa preta na foto é o meu pai. Do lado esquerdo minha vó Nilsa e atrás dele meu vô Almerindo. Eu lembro desses dois, como se fizessem parte da minha vida até hoje. Minha vó era doce, falava devagar e tinha um sorriso tão lindo… meu vô era mais bronco, mas sempre foi um doce comigo. Era ele que fazia a reposição assídua da minha caixa de Mirabel. E era eu que andava posuda no banco do carona da sua kombi verde…
Desses dois, meu pai. Que aprendeu com minha vó a ter esse coração mole, sensível e puro. Do meu vô ele herdou o orgulho e eu vim – de quebra – herdando também. Já ficamos muito tempo sem nos falar por culpa das nossas opiniões divergentes, mas eu aprendi com o tempo (e com o Dani) a ceder e me retratar. Foi a melhor coisa que aprendi na vida!
Ele é de onde eu venho. Minha segurança, meu amigo, meu professor e um grande contador de piada sem graça.
Eu fico emocionada quando vejo ele feliz. E mesmo hoje, chegando perto dos 60 anos, ele ainda sorri com pureza… exatamente como esse sorriso da foto.